No último dia 9 de março, em Belém do Pará, o ISM – Instituto Silvio Meira, presidido pelo advogado e professor André Meira, Representante Institucional Titular do IAB no Pará, realizou a outorga da 1a edição do “Prêmio Myrthes Gomes de Campos” do ISM à advogada paraense Roberta Menezes Coelho de Souza, com a presença da diretora do IAB, Kátia Tavares. Na cerimônia, André Meira ressaltou que “O prêmio, inédito no Pará, leva o nome da primeira advogada do Brasil e será entregue anualmente a uma advogada paraense, escolhida pelo Conselho Superior do Instituto, elogiando as qualidades profissionais e pessoais da premiada, como a sua competência, ética, respeito e lealdade processual”. Em seu discurso, a diretora do IAB, Kátia Tavares, ressaltou que “Myrthes Gomes de Campos abriu as portas da advocacia às mulheres em 1898, quando concluiu o bacharelado em Direito, mas, por conta dos padrões da época, só em 1906 conseguiu o seu registro como advogada.  Passados anos do desafio de Myrthes, o contexto mudou e as mulheres atuam de forma competente como profissionais do direito, reiterando, cada vez mais, as qualidades do feminino que compõem grandes nomes da advocacia e nas carreiras jurídicas”. A homenageada, Dra. Roberta Coelho de Souza, proferiu o discurso de agradecimento enfatizando “que a criação do Prêmio Myrthes Gomes de Campos que revela comprometimento com o direito em seu sentido mais amplo, como fundamento de ordem social que atribui às pessoas deveres e obrigações, reciprocidade de poderes e faculdades e deve promover a igualdade e que foi por meio da voz de Myrthes que o Brasil inaugurou a atuação da mulher advogada, que se deu logo em um ambiente hostil e pesado de Tribunal do Júri, no qual ela defendeu um homem acusado de ter agredido um terceiro a golpes de navalha. Tal fato repercutiu imensamente nos jornais da época. Ao final, citou um fragmento da obra de jovem autora feminista de relevo, a nigeriana, Chimamanda Ngozi Adichie, que tem um livro chamado: Para Educar Crianças Feministas – A cultura não faz as pessoas, as pessoas fazem a cultura. Se uma humanidade inteira de mulheres não faz parte da cultura, então temos que mudar nossa cultura.”

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